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Mauricio Szapiro e Erik Nako,
curadores de vinho e gastronomia

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Com a palavra, o curador:

Todos os vinhos têm um período ideal para sua evolução na garrafa, o tempo necessário para o seu amadurecimento com qualidade. O período de guarda varia de acordo com a safra, com as uvas, com o seu processo de cultivo e produção. Enquanto alguns rótulos exibem uma maior longevidade, hoje em dia, a maioria dos que chegam ao mercado são para consumo ainda jovens. É sempre importante, no entanto, lembrar que o vinho fica muito melhor se degustado “no ponto certo da curva”. Nessa seleção, escolhi rótulos com safras variando de 2006 a 2010. Em cada caso, indico um período de degustação, todos iniciando esse ano. Além disso, todos eles são originários de vinícolas pequenas, ou seja, aquelas que prezam por uma produção artesanal em escala reduzida. E como sabemos que, no universo dos vinhos, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade, sugiro alguns desses exemplares “preciosos”.

- Rosso di Montalcino Canalicchio di Sopra 2010

Uma alternativa aos normalmente caríssimos Brunellos, o Rosso di Montalcino também oferece com segurança uma longa tradição e qualidade, garantidas pela DOCG italiana. O Rosso é produzido com a uva Sangiovese, a mesma variedade dos Brunellos, também cultivada na mesma zona desse famoso vinho, em Montalcino. A diferença entre os dois está exatamente no tempo de envelhecimento, na produtividade do vinhedo e na graduação alcoólica mínima. Como resultado, os vinhos “Rossos” são mais secos, frutados e levemente picantes, com aromas e sabores que incluem cereja, framboesa e especiarias. Diferente dos Brunellos, um Rosso deve ser bebido mais jovem, portanto, a safra 2010 já está no ponto para se beber. E se, mesmo assim, alguém quiser deixá-lo para uma situação especial, ele ainda se manteria muito bem guardado por mais alguns anos.

Situado ao norte da cidade, a vinícola Canalicchio di Sopra cultiva suas uvas há exatos 50 anos. Esta é uma das 25 vinícolas que juntas fundaram o Consórcio do Brunello de Montalcino e, desde sua fundação, vem fazendo vinhos memoráveis. As vinhas crescem em duas das mais altas zonas viticultoras de Montalcino, resultando em variedades mais balanceadas e de maior potencial para a guarda.

Notas de degustação:

Cor Rubi intenso. Aroma frutado e elegante. Na boca, boa estrutura, corpo harmonioso e elegante, persistência longa.

Harmonização: massas com molho de carne, sopas e queijo temperado.

- Malpaso Syrah 2007 Canopy

Na coluna do Valor Econômico (20/09/2012), já falei um pouco sobre a produtora Canopy, responsável por este rótulo Malpaso Syrah 2007. Esse vinho, sem dúvida, traduz toda a elegância dessa variedade no terroir espanhol. A bodega surgiu em 2004, com o objetivo de desenvolver grandes vinhos a partir de vinhas velhas na região de Méntrida. Em 19 hectares de vinhedos, situados a 750 metros de altitude, a Bodega Canopy cultiva as variedades Garnacha e Syrah, ambas em vinhas com idade média entre 50 a 60 anos.

Notas de degustação:

Com uma cor rubi escura, no nariz é muito amplo e expressivo: aromas de cravo, pimenta, manjericão e compota de frutas. Boa integração com a madeira. Elegante na boca, com seus taninos presentes e acidez média.

- Clos de Chacras Malbec 2008

A produtora Clos de Chacras é considerada uma vinícola boutique argentina que se caracteriza pela produção limitada de vinhos premium. A propriedade foi construída em 1921, fundada por Dom Bautista Gargantini, localizada em Chacras de Coria, departamento de Lujan de Cuyo, região de Mendoza.

A linha Clos de Chacras é exclusiva para rótulos reserva da vinícola. É uma linha que preza pela elegância, no melhor sentido da palavra, ou seja, pela simplicidade e pela opulência da fruta. Nesse vinho, é quase impossível resistir aos aromas da Malbec. Cultivadas em Lunlunta (Maipú), as uvas dessa variedade permanecem envelhecendo durante 12 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30%). O resultado é um vinho com aroma de fruta madura equilibrada e uma elegância especial, diferente de alguns pesados Malbecs. É fresco, com volume e um final longo e delicioso.

Notas de degustação:

Coloração vermelho violeta, intensa e brilhante. Aromas complexos de frutas vermelhas maduras, violetas doces e florais, típico de Malbec. Baunilha e leves toques de chocolate branco, provenientes do amadurecimento em barrica de carvalho, complementam o aroma rico. Na boca sua entrada é doce, com taninos macios e maduros. Frescor no palato. Ótimo corpo, boa estrutura e grande elegância.

- L’Argile 2006 Saint Jean du Barroux

Os vinhedos de Saint Jean du Barroux, situados perto da Ville de Le Barroux - pequena cidade francesa do Rhône Sul -, são exclusivamente de cultivo orgânico e natural. Além disso, são biodinâmicos, termo que os franceses abreviam carinhosamente para “Biô”. Isso quer dizer que o cultivo das vinhas é feito sem inseticidas e agrotóxicos; e os vinhos que se originam delas são feitos de forma natural, a fim de valorizar o sabor da uva e, consequentemente, do terroir em que foram produzidos.

Os rótulos do enólogo Philippe Gimel possuem nomes curiosos que fazem referência à natureza. Dessa forma, pode-se perceber o respeito à terra e a fidelidade a um método de produção natural e quase artesanal: “La Source”, é a fonte que alimenta seus vinhedos;  “La Pierre Noire”, a principal parte do terreno; “L’Argile”, solo que dá a qualidade do terroir; e “La Montagne”, em alusão ao Mont Ventoux que domina a área e é a maior elevação entre o Rhône e a Provence, além de proteger as vinhas e de garantir frescor aos vinhos.   

A ilustração dos rótulos Sain Jean du Barroux simbolizam o ponto de divisão entre o Mont Ventoux e a cadeia de montanhas Les Dentelles Montmirail. Este L’Argile está no momento certo para se degustar.

Notas de degustação:

Cor escura, meio vermelho, com uma tonalidade granada. O nariz é agradável, mostrando ervas secas, florais e chão de floresta. Inicialmente, mostra muita fruta vermelha, mas depois evolui para um perfil de frutas negras com um agradável cassis ​​e framboesa preta, especiarias exóticas e algumas notas de carvalho. O paladar é meio encorpado e complexo com framboesa preta, cassis, chocolate, vegetal e mineralidade, terminando com tanino firme e com uma nota bastante picante; carvalho no final. Excelente textura, puro e opulento.

A safra 2007 ganhou 95 pontos de Robert Parker - The Wine Advocate.

Jorge Lucki

Formado pela Academie du Vin de Paris, é hoje considerado um dos mais importantes críticos de vinho do país. Além de colunista do jornal Valor Econômico e das revistas Valor Investe e Prazeres da Mesa, Lucki é comentarista de vinhos da rádio CBN e coautor do guia Descorchados América do Sul.

Detalhes

O que você recebe:
1 garrafa X 750ml Rosso di Montalcino Canalicchio di Sopra
1 garrafa X 750ml Malpaso Syrah Canopy
1 garrafa X 750ml Clos de Chacras Malbec
1 garrafa X 750ml L’Argile Saint Jean du Barroux 

Rosso di Montalcino Canalicchio di Sopra
Estilo: Tinto
Composição: 100% Sangiovese
Safra: 2010
Teor Alcoolico: 14%
Envelhecimento: 8 meses em barricas de carvalho esloveno
Pontuação: 90 WE (Wine Enthusiast) 

Malpaso Canopy
Estilo: Tinto
Composição: 100% Syrah
Safra: 2007
Teor Alcoolico: 14,5%
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês
Pontuação: 89 RP (Jay Miller) 

Clos de Chacras Malbec
Estilo: Tinto
Composição: 100% Malbec
Safra: 2008
Teor Alcoolico: 15,4%
Envelhecimento: 12 meses
Pontuação: 90 RP (Robert Parker) 

Saint Jean du Barroux L’Argile
Estilo: Tinto
Composição: Grenache, Syrah, Carignan e Cinsault
Safra: 2006
Teor Alcoolico: 15%
Envelhecimento: 18 meses em tanques de carvalho