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Mauricio Szapiro e Erik Nako,
curadores de vinho e gastronomia

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Duo Vinhos Verdes: Deu La Deu e Muralhas

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Duo Vinhos Verdes: Deu La Deu e Muralhas

Monção • Portugal

Verde até certo ponto

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Com a palavra, o sommelier:

Antes de tudo, é importante esclarecer que os Vinhos Verdes não são feitos com uvas colhidas antes do tempo, como pode sugerir seu nome. Segundo o engenheiro Amândio Galhano, grande especialista na matéria, a denominação “verde” está ligada ao amadurecimento muito particular das uvas: mesmo maduras, elas produzem um vinho pouco alcoólico e de alta acidez. Como as noções de maturação e verdor costumam ser relacionadas à quantidade de álcool, o vinho teria sido chamado assim. Além disso, não é um vinho de guarda, ou seja, não amadurece – daí, mais uma vez, a expressão “verde”. Por sinal, os portugueses costumam estabelecer uma diferença muito clara entre vinhos maduros e vinhos verdes.

Situada a noroeste de Portugal, a região dos Vinhos Verdes ocupa uma área de quase 35 mil hectares, o que corresponde a 15% da área vitícola do país. Foi delimitada em 1908 e é dividida em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. Nossos vinhos são produzidos pela Adega Cooperativa de Monção, a maior daquela área, fundada em 1958. E ambos utilizam a variedade mais nobre da região, a Alvarinho: o Deu La Deu é 100% dessa uva e o Muralhas tem uma pequena participação da Trajadura.

Curiosa é a história (ou lenda?) do Deu La Deu, que tem esse nome em homenagem a Deu-la-Deu Martins, mulher do capitão-mor de Monção, Vasco Gomes de Abreu. Era o ano de 1368, durante a guerra entre D. Fernando de Portugal e o espanhol Henrique II de Castela. Depois de um longo cerco às muralhas de Monção, a fome estava quase provocando a rendição dos combatentes no interior da fortaleza. Num misto de audácia e astúcia, Deu-la-Deu recolheu os últimos pães existentes e os lançou às tropas inimigas, simulando abundância onde só havia necessidade. Diante disso, também já esgotados, os soldados espanhóis levantaram o cerco e bateram em retirada. Lenda ou verdade, o fato é que o brasão da cidade ostenta a figura de sua heroína distribuindo pães do alto da fortaleza.

O mais português dos vinhos portugueses, louvado em prosa e verso por escritores do naipe de Eça de Queirós e Miguel Torga, tem como principal característica o grande frescor, o que o torna particularmente adequado para o nosso clima tropical. Os tintos são mais difíceis para o consumidor brasileiro, por causa dos taninos, que, aliados à alta acidez, provocam uma certa aspereza na boca – mas, se não são para o nosso bico, são os preferidos da numerosa colônia portuguesa do Rio de Janeiro. O branco, porém, é perfeito para o nosso clima e pode substituir – com grande vantagem para a saúde, não custa lembrar – a caipirinha ou o chopinho.

Notas de degustação e harmonização:

Além do grande frescor que aporta aos vinhos, a casta Alvarinho dá produtos bastante aromáticos, lembrando frutas como pêssego, abacaxi, maracujá e cítricos. O Deu La Deu, principalmente, exibe também uma nota de flores brancas extremamente agradável. Quanto às possibilidades de harmonização, o leque é bastante amplo, desde tira-gostos diversos – olhe aí a sugestão para depois da praia! – até mariscos, pescados, frutos do mar e aves de carne branca.

Embora as sugestões de harmonização com ostras frescas destaquem sempre os Chablis e champanhes, posso garantir que os Vinhos Verdes não ficam nada a dever. Mas se quiser conhecer um “casamento dos deuses”, coloque lado a lado o Deu La Deu ou o Muralhas com sardinha feita na brasa: nesse caso, o difícil vai ser parar de comer...

Celio Alzer

... formou-se no rádio, produzindo e apresentando programas musicais e continua levando a vida numa boa, dando aulas de enologia na ABS Rio, ouvindo jazz e bebendo vinho – porque ninguém é de ferro... 

Detalhes

O que você recebe:
1 garrafa X 750ml Alvarinho Deu La Deu
1 garrafa X 750ml Muralhas de Monção 

Alvarinho Deu La Deu
Estilo: Branco
Composição: 100% Alvarinho
Safra: 2011
Teor Alcoolico: 13%

Muralhas de Monção
Estilo: Branco
Composição: Alvarinho e Trajadura
Safra: 2011
Teor Alcoolico: 12,5%

Mais sobre a região de Monção:

Desde 1989, Monção pertence à Região Demarcada dos Vinhos Verdes, uma das regiões vitícolas mais antigas de Portugal. Localizada à noroeste de Portugal, Monção apresenta características naturais bastante favoráveis para a viticultura da variedade Alvarinho. A dedicação dos produtores locais, tornou essa casta extremamente bem adaptada à região, resultando em vinhos que se distinguem pela sua riqueza aromática, elegância e complexidade no sabor. Se estiver de passagem pela região, não deixe de conhecer a Rota do Vinho Alvarinho, onde você pode conhecer as quintas, os solares, as paisagens maravilhosas do Vale do Minho, experimentar a gastronomia local e os museus.

Outras Fontes:

http://www.alvarinho.pt/