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Mauricio Szapiro e Erik Nako,
curadores de vinho e gastronomia

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Duo Grandjó Late Harvest e Douro Branco

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Duo Grandjó Late Harvest e Douro Branco

Douro • Portugal

A face oculta do Douro

De R$ 159,00 por



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Com a palavra, o curador:

O apreciador de vinhos tem vários motivos para admirar a região portuguesa do Douro. Um deles é sua beleza natural, marcada por um perfeito conúbio entre a pacífica majestade do rio e os terrenos que o rodeiam, em sua maior parte cobertos de vinhas plantadas em declives que variam de 30% a 70%. Outro aspecto que deve ser reverenciado é a tenacidade dos homens que ali trabalham, seja pela inclinação dos vinhedos, pela dificuldade de vencer o duro solo xistoso ou pelo intenso calor em boa parte do ano – o que levou os habitantes locais a afirmar que “o Douro são oito meses de inverno e quatro de inferno”.

Finalmente, o Douro merece a reverência de enófilos e críticos por seu produto mais conhecido, o inigualável Vinho do Porto. E aqui não estou usando o adjetivo em vão, porque vários países do mundo – entre eles, Austrália, África do Sul e Brasil – tentaram ou tentam elaborar um vinho semelhante, com resultados no mínimo medíocres. Como se fosse possível reproduzir um terroir tão particular em qualquer outra parte do mundo...  

Por causa da merecida fama do Vinho do Porto, tintos e brancos não fortificados às vezes ficam esquecidos ou nem sequer são conhecidos de boa parte dos consumidores. No entanto, essa mesma região de clima quente e solo quase indomável é capaz de oferecer ao mundo produtos delicados ou refrescantes como estes dois vinhos que aqui estão. No caso da Real Companhia Velha, eles nascem especialmente na Quinta do Casal da Granja, entre 520m e 640m de altitude, onde a empresa tem seu principal centro de vinificação. Ali sopram brisas frescas, que otimizam a qualidade dos vinhos brancos.

Um deles é o Grandjó branco, que sempre foi um sucesso de vendas no mercado português; ainda assim, foi “repaginado”, e hoje é um vinho seco, com tênue cor amarelo palha, aromas florais e de frutas brancas (cítricos, melão, pêssego) e acidez muito equilibrada, nascido das variedades Malvasia Fina, Gouveio, Moscatel e Cerceal.

O segundo é um admirável vinho doce – ouso afirmar que um dos melhores do gênero em Portugal: o Grandjó Late Harvest, sedutor desde a tonalidade ouro-velho. Elaborado exclusivamente com a casta Sémillon atacada pela chamada “podridão nobre” – o fungo botrytis cinerea, que provoca o ressecamente da uva no pé –, não por acaso tem aromas lembrando um Sauternes, originário da mesma variedade e fruto desse mesmo fenômeno: além do característico nariz botritizado, notas de damasco, uva passa e mel. A boca é excelente, com agradáveis toques de especiarias e amêndoa. Os quase 90% de açúcar residual são equilibrados por uma notável acidez. E a persistência é longa, para não se esquecer tão cedo.

Harmonização:

Vinhos tão diversos quanto estes podem, no entanto, participar de uma mesma refeição. O Grandjó seco abrindo os trabalhos, acompanhando a delicadeza das entradas ou ao lado de peixes e frutos do mar em preparações leves, sem a utilização de molhos cremosos ou especiarias muito marcantes. Nesse resto de verão, é também uma boa pedida para a beira da piscina ou para “fazer a boca” antes do jantar. O Late Harvest é um clássico com foie gras e com queijos tipo Roquefort, mas ressalta magnificamente a qualidade de uma boa tarte Tatin ou de um amável crême brûlée. Mas, se de repente o foie e a sobremesa não estiverem à mão, fique só com o vinho: aqui entre nós, ele não precisa de mais nada para nos fazer felizes!

Em tempo: sirva o vinho seco a uns 10º C; e o doce, por volta dos 7-8º C.

Celio Alzer

... formou-se no rádio, produzindo e apresentando programas musicais e continua levando a vida numa boa, dando aulas de enologia na ABS Rio, ouvindo jazz e bebendo vinho – porque ninguém é de ferro... 

Detalhes

O que você recebe:
1 garrafa x 375ml de Grandjó Late Harvest
1 garrafa x 750ml de Grandjó Branco

Grandjó Late Harvest
Composição: 100% Sémillon
Estilo:Branco Doce
Teor Alcoólico: 12%
Safra: 2007
Premiações: 88 WE (Wine Enthusiast); Medalha de Prata no International Wine Challenge 2011

Grandjó Branco
Composição: Moscatel, Côdega, Gouveio e Cerceal
Estilo: Branco
Teor Alcoólico: 13,5%
Safra: 2011

Mais sobre a Real Companhia Velha:

A Real Companhia Velha leva na bagagem uma história com mais de 250 anos de atividade ininterrupta ligada à viticultura portuguesa. Desde a sua criação em 1756, os vinhos da Real Companhia Velha sempre foram os favoritos da nobreza de Portugal, adotados nos principais almoços e jantares reais. Os rótulos Grandjó são produzidos na região de Alijó, na Quinta do Casal da Granja, que compreende 160 hectares de propriedade. A região de Alijó está um pouco acima do Douro, onde sopram brisas frescas que otimizam o potencial enológico dos vinhos brancos. Entre as diversas variedades destacam-se o famoso Moscatel, o Arinto e Fernão Pires. 

Outras Fontes:

http://www.realcompanhiavelha.pt/