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Mauricio Szapiro e Erik Nako,
curadores de vinho e gastronomia

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Chateauneuf-Du-Pape Abel Pinchard

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Chateauneuf-Du-Pape Abel Pinchard

Rhône • França

Entenda como o Papa ficou pop

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Com a palavra, o curador:

Ao sudoeste da França, logo abaixo da Borgonha, encontramos o Rhône. Ao longo de 200km do rio Ródano (em português), partindo da cidade de Lyon e passando por Grenoble e Avignon, diversas denominações de origem se tornaram famosas ao longo da história nessa região. Ao norte, importantes AOCs como Cote-Rôtie, Condrieu, Hermitage e Croze-Hermitage; ao sul, um dos grandes ícones no mundo dos vinhos: o Chateauneuf-Du-Pape.

Até meados dos anos 1980, a melhor forma de conhecer e degustar um Chateauneuf era visitando a própria França. Antes da Primeira Guerra Mundial, a maior parte da colheita do Ródano era vendida para enriquecer e “encorpar” os vinhos produzidos na Borgonha e em Bordeaux. Considerados rústicos e pouco elegantes, com um valor bem reduzido, os vinhos do Ródano não competiam com os famosos rótulos das duas regiões francesas mais famosas. Esse quadro muda quando o enólogo americano Robert Parker visita o sul do Ródano, comprova a excelência dos vinhos produzidos em Chateauneuf-Du-Pape, e começa a divulgá-los nos Estados Unidos. A partir daí, os americanos e o resto do mundo “descobrem” a região, aumentando a popularidade e elevando (e muito) o preço dos rótulos de Chateauneuf.

Os vinhos Chateauneuf-du-Pape podem ser produzidos com até 13 uvas diferentes; são elas: Grenache, Mourvedre, Syrah, Cinsault, Picpoul, Clairete, Bourboulenc, Terret, Counoise, Muscadim, Vaccarese, Picardan, Roussanne. No entanto, normalmente os produtores se restringem a 3 ou 5 castas.

O curioso nome do vinho também o diferencia dos outros. Na tradução ipsis litteris do termo, Chateauneuf-Du-Pape significa o “novo castelo do Papa” e remete à época em que os papas saíram de Roma para morar em Avignon, ao sul desses vinhedos, durante a Grande Cisma do Ocidente. Depois de a residência papal voltar para Roma, durante a vigência do Papa francês Clemént, seu sucessor constrói novamente uma casa de veraneio na região. Antes de todos nós, eles já conheciam a joia que se escondia entre esses vinhedos!

Agora a inspiração para toda essa pesquisa: eis que, num belo dia de domingo, comprei uma uma peça linda de carré de porco na feira, pela manhã, e aproveitei para chamar meu pai para almoçar lá em casa. Ele se prontificou em levar o vinho. Chegou com a Heloísa (minha mãe-drasta do coração) com esse Chateauneuf-du-Pape Abel Pinchard 2009 na mão. Inspirado pela nacionalidade, resolvi fazer a peça inteira, selada na manteiga com tomilho, alho e louro, e depois assei até ainda estar rosinha por dentro. Para acompanhar, um molho béarnaise (à base de gema de ovo, manteiga clarificada e estragão) e batatinhas assadas na mesma assadeira. A combinação foi mágica!

Notas de degustação:

Um rubi bem intenso e brilhante, com ligeiros reflexos ainda violetas. Na boca, um bouquet complexo de frutas vermelhas maduras, ligeiras especiarias, madeira que dá corpo e taninos bem macios. Enche a boca, é sedoso, elegante e persistente.

Harmonização

Caiu muito bem com o toque meio doce e canelado do estragão do molho béarnaise. Com boa acidez, acompanhou o porco muito bem, mas também acompanha carnes vermelhas.  

Erik Nako

... é acima de tudo um glutão. Chef e sócio do bar italiano Prima Bruschetteria, dá aulas na ABS-Rio e faz viagens enológicas pelo mundo há mais de 10 anos.

Detalhes

O que você recebe:
1 garrafa X 750ml de Châteauneuf-Du-Pape Abel Pinchard

Estilo:
Tinto 

Composição:
Grenache, syrah e mouvédre

Safra:
2009 

Teor Alcoolico:
14,5%

Mais sobre a Abel Pinchard:

A história dessa empresa familiar começa em 1821, quando o comerciante Jean-Marie Loron Chénas cria um sistema para transportar vinhos de Beaujolais à Borgonha. Alguns anos depois, seu filho Jacques une a empresa à tradicional família Charlet, importantes viticultores em Saint-Amour e Juliénas. Hoje, os vinhedos da Abel Pinchard se extendem ao sul da Borgonha e de Cotê-Du-Rhône, entre as cidades de Vienne e Avignon. A empresa está em sua sexta geração e seus vinhos são conhecidos pela qualidade dentro e fora da França.  

Outras fontes:

http://www.casaflora.com.br